Arquivos Mensais:janeiro 2012

Israelenses judeus são mais religiosos agora que 20 anos atrás, diz pesquisa

Os israelenses judeus são mais religiosos agora que há 20 anos, com um aumento no número daqueles que acreditam em Deus, na ideia do povo eleito e na vida após a morte, segundo uma pesquisa divulgada nesta quinta-feira.

A enquete, realizada pelo Centro Guttman do Instituto de Democracia de Israel e pela Fundação Avi Jai, revela uma reversão da tendência rumo à secularização motivada pela emigração ao país de mais de um milhão de cidadãos da ex-União Soviética, após sua dissolução em 1991.

De acordo com a pesquisa, 80% dos 2.803 consultados declararam em 2009 que ‘um poder superior governa o mundo’, contra 74% que responderam afirmativamente na enquete de 1999 e 76% que concordaram em 1991, antes da citada onda migratória.

A crença de que existe vida depois da morte aumentou em 20 anos de 54% para 60% e de que as boas ações serão recompensadas pela divindade de 75% para 85%.

Os autores do estudo citam entre os possíveis motivos deste aumento da religiosidade o aumento do peso demográfico de ortodoxos e ultra-ortodoxos e a assimilação das práticas e tradições religiosas judaicas por parte da emigração da extinta URSS.

‘Enquanto a tendência de aproximação à religião é percebida notavelmente entre ortodoxos e ultra-ortodoxos, e em certa medida entre os tradicionais, entre os seculares não existe mudança alguma ou até mesmo ocorre um ligeiro afastamento da religião’, destacou a análise da enquete.

Outro resultado interessante da pesquisa é que 87% dos consultados apoiam a atual forma da Lei do Retorno, que concede a cidadania israelense de forma automática a qualquer pessoa com pelo menos um avô judeu.

Por outro lado, apenas 53% veem com bons olhos que a esposa não-judia de um judeu possa receber a cidadania de forma automática.

Por outra parte, 73% consideram que Israel pode ser ao mesmo tempo um Estado democrático e aderir à lei religiosa judia. As diferenças residem em qual de ambas deveria ter preferência em caso de contradição: a democracia (44%) ou a lei judia (20%), enquanto 36% acreditam que isso deve ser decidido caso a caso.

Em relação às questões de identidade e pertinência a Israel e ao povo judeu, as respostas positivas foram quase unânimes. Enquanto 88% querem seguir vivendo em longo prazo no país e 84% se definem como sionista, 92% consideram ‘bastante ou muito importante’ sentir-se parte do povo judeu.

Palestinos rejeitam proposta de fronteiras de Israel

Israel apresentou aos palestinos suas ideias para as fronteiras e os arranjos de segurança de um futuro Estado palestino, em uma tentativa de manter vivas as conversas exploratórias, disseram fontes israelenses e palestinas nesta sexta-feira.

Mas autoridades palestinas disseram que a apresentação verbal do negociador israelense Yitzhak Molcho na reunião de quarta-feira foi um balde de água fria, pois prevê um território cercado de cantões que preservaria a maioria dos assentamentos judaicos.

“Ele matou a solução de dois Estados, pôs a escanteio acordos anteriores e a lei internacional”, afirmou uma fonte da Organização para a Libertação da Palestina (OLP). “Basicamente, a ideia israelense de um Estado palestino é feita de muros e assentamentos”.

Foi a primeira vez que o governo do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, abordou o tema das fronteiras com os palestinos. Uma autoridade israelense disse que a apresentação está em consonância com um rascunho para as conversas elaborado pelo Quarteto – Estados Unidos, União Europeia, Rússia e ONU.

Seu objetivo é garantir que os temas centrais de fronteiras e segurança fossem claramente definidos até 26 de janeiro para relançar as negociações, empacadas desde novembro de 2010, e se chegar a um esboço de acordo de paz até o fim deste ano.

Após cinco rodadas de conversas na Jordânia, incluindo a sessão de quarta-feira, a fonte palestina disse não haver mais reuniões agendadas. O presidente palestino, Mahmoud Abbas, afirmou que deseja consultar os Estados da Liga Árabe sobre o próximo passo.

De acordo com a fonte palestina, a equipe de Molcho indicou que qualquer solução que crie um Estado palestino vivendo em paz ao lado de Israel precisa “preservar o tecido social e econômico de todas as comunidades, judaicas ou palestinas”.

A ideia apresentada por Molcho “não inclui Jerusalém e o Vale do Jordão, e inclui todos os assentamentos (judaicos)”, disse a autoridade palestina.

Nenhum mapa foi apresentado no encontro, acrescentou.

Os palestinos querem um Estado que inclua a Cisjordânia, o Vale do Jordão, Jerusalém Oriental e a Faixa de Gaza.

Uma autoridade israelense disse que Molcho apresentou diretrizes que determinam as posições de Israel no tocante aos territórios.

O enfoque de Israel em relação às concessões territoriais na Cisjordânia ocupada inclui o princípio de que “a maioria dos israelenses estará sob soberania israelense, e obviamente a maioria dos palestinos estará sob soberania palestinas”, disse o funcionário.

Ele sublinho que Netanyahu reconheceu, em um discurso ao Congresso dos Estados Unidos, que nem todos os assentamentos judeus “estarão do nosso lado da fronteira” de um futuro Estado palestino.

Israel e Alemanha pedem negociação

A chanceler da Alemanha, Angela Merkel, e o primeiro-ministro de Israel, Binyamin Netanyahu, exigiram ontem que o presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, comece as negociações com a comunidade internacional sobre o programa nuclear do país.

A informação foi passada pelo porta-voz do governo alemão, Steffen Seibert. Em conversa telefônica, Netanyahu saudou Merkel pelo embargo da União Europeia ao petróleo iraniano, anunciado na segunda-feira, e agradeceu os esforços do país europeu para a aprovação das medidas.

Compromissos

Mais cedo, o secretário-geral da Otan, Anders Fogh Rasmussen, pediu que as autoridades iranianas cumpram seus compromissos internacionais, interrompam seu programa de enriquecimento de urânio e garantam a passagem marítima pelo estreito de Ormuz.

“Algumas declarações de líderes iranianos são motivo de preocupação”, assegurou o chefe da aliança militar do Ocidente, que lembrou, no entanto, que “a Otan como organização não está envolvida na questão iraniana”. Ministros e membros do Parlamento iraniano ameaçaram, em discurso, o fechamento da passagem caso as ações de União Europeia e Estados Unidos intensifiquem o embargo proposto na segunda-feira ao petróleo iraniano. Por Ormuz, passa 20% do petróleo comercializado em todo o mundo.

Negociação

Na primeira declaração após o embargo, ontem, o presidente iraniano Mahmoud Ahmadinejad afirmou que está pronto para negociar sobre o programa nuclear do país e pelas novas sanções petroleiras e financeiras da União Europeia e dos Estados Unidos, anunciadas na última segunda-feira.

“Eles (os países ocidentais) dizem que o Irã foge das negociações, mas isso não é verdade. Quem tem o direito ao seu lado não teme as negociações”, disse o presidente iraniano.

Nos últimos dias, dirigentes europeus e americanos expressaram o desejo de ver o Irã de volta a negociações sérias com o chamado grupo dos 5+1 (Estados Unidos, Rússia, China, Reino Unido e França, mais Alemanha). Sobre as declarações, o presidente criticou os ocidentais por “adotar cada vez mais sanções antes das negociações para perturbá-las”.

Afetado

Em visita a Kerman, no sul do Irã, o presidente disse que o país “não será afetado” pelas medidas europeias contra o petróleo do país. “Já chegamos a ter 90% de nosso comércio voltado para a Europa, mas agora essa região representa apenas 10%”, disse Ahmadinejad.

Mahmoud Ahmadinejad afirmou que há 30 anos que os Estados Unidos não compram petróleo do Irã e não possuem relações nenhuma com o Banco Central do país.

PIB da cidade de São Paulo é maior que o de Israel e Chile

O Produto Interno Bruto (PIB) da cidade de São Paulo atingiu em 2009 (último dado disponível) o valor de R$ 389 bilhões, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Se fosse um país, a capital paulista – que completou 458 anos na última quarta-feira – seria a 40ª maior economia do mundo, segundo levantamento da FecomercioSP.

Com produção de riquezas da ordem de US$ 195,29 bilhões (conversão pela média anual do dólar de R$ 1,99 em 2009), a cidade estaria imediatamente atrás de Hong Kong e a frente de países como Israel, República Tcheca, Egito e Chile, conforme dados do Fundo Monetário Internacional (FMI) para o mesmo ano.

“Em relação à Argentina, o município de São Paulo tem um produto equivalente a 63% daquele país, a segunda economia da América do Sul. O PIB da cidade de São Paulo é 70% maior que a soma das economias de Equador, Uruguai, Bolívia e Paraguai, sendo 14 vezes maior que este último país”, analisou a FecomercioSP.

Hackers pró-palestinos invadem sites israelenses

Hackers pró-palestinos invadiram nesta quarta-feira sites israelenses vinculados a medicina, lazer, jornalismo e transportes, em um novo episódio da “guerra cibernética” travadas desde o início do ano com piratas da internet defensores do Estado judaico.

As principais vítimas foram os hospitais Tel Hashomer e Assuta, ambos na região de Tel Aviv; e a empresa Dan, encarregada pelo transporte local. Os dois hospitais indicaram que os ataques foram neutralizados e não causaram danos aos conteúdos de suas respectivas páginas.

Também foram invadidos os sites da filmoteca de Jerusalém, do Festival Israel de Artes Cênicas e das edições digitais em hebraico dos jornais “Haaretz” e “The Marker”.

A página do Festival de Israel, invadidas pelo grupo Watchful Eye Hacker, continha dizeres nacionalistas e islâmicos em inglês, hebraico e árabe, como “Morte a Israel e EUA” e um texto no qual se convoca à luta contra os “sujos sionistas”.

Em outros sites invadidos, era possível ler frases como “judeu = nazista” e ameaças de sequestros de quatro outros “Gilad Shalit”, uma referência ao soldado israelense trocado em outubro passado por mais de mil prisioneiros palestinos, informa a edição digital do jornal “Yedioth Ahronoth”.

Um membro do grupo autodenominado IDF-Team (em referência ao acrônimo em inglês das forças armadas israelenses, liderado pelo grupo israelense na guerra cibernética) indicou à edição digital do jornal “The Jerusalem Post” que haverá uma resposta “em breve” aos ataques pró-palestinos.

O incidente desta quarta-feira coincide com o início primeiro simulacro oficial de emergência do Comando Nacional Cibernético e do Escritório de Contraterrorismo diante de um ataque cibernético em massa.

Batizado de “Blecaute”, o exercício medirá durante vários dias a preparação e necessidades perante uma ampla operação de invasão múltipla contra infraestruturas vitais do país.

O Banco Árabe na Palestina e a Autoridade Antinarcóticos de Israel tinham sido, no último dia 19, os últimos alvos de uma campanha de invasões de hackers israelenses e árabes, que incluiu também a Bolsa de Tel Aviv, a companhia aérea israelense El Al e o banco Leumi.

O movimento islâmico Hamas, que governa na Faixa de Gaza, cumprimentou os hackers árabes e lhes pediu “uma guerra eletrônica contra a ocupação israelense”.

Israel pede ao CS da ONU que freie progresso nuclear do Irã

Israel denunciou perante o Conselho de Segurança das Nações Unidas que o Irã nunca esteve tão próximo de contar com armas nucleares e pediu ao principal órgão de decisão da ONU que atue para deter o que definiu como “a maior ameaça à segurança de todo o mundo”.

“É o momento de atuar. Enquanto o Irã se aproxima das armas nucleares, o silêncio não é uma opção”, disse o embaixador israelense na ONU, Ron Prosor, durante o debate aberto que o Conselho de Segurança realizou sobre a situação do Oriente Médio e que se centrou na questão palestina.

O diplomata israelense ressaltou que “nunca esteve tão claro que o Irã quer fabricar armas nucleares” como neste momento e alertou sobre a ameaça que o programa nuclear de Teerã representa para “a segurança de todo o mundo”.

“Chegou o momento de agir. Amanhã será muito tarde. Há muito em jogo e o preço da inércia é muito alto”, disse Prosor, para quem “não há nenhuma possibilidade” de que o programa nuclear iraniano tenha fins pacíficos, como defende Teerã.

“Todos os membros da ONU e particularmente do Conselho de Segurança deveriam permanecer acordados à noite pensando o que aconteceria se o regime de Teerã alcançar a arma mais perigosa da Terra”, acrescentou o embaixador israelense, que aposta em uma “pressão da comunidade internacional unida” para deter o Irã.

Prosor aplaudiu nesse sentido “os recentes passos dados pelos Estados Unidos e pela União Europeia”, mas insistiu que chegou a hora de “o resto da comunidade internacional, incluindo o Conselho de Segurança, se unir a esses esforços”.

A União Europeia (UE) acordou na segunda-feira impor um embargo às importações de petróleo do Irã em resposta ao desenvolvimento nuclear do regime de Teerã, uma medida que proíbe imediatamente todo novo contrato e estabelece até julho o fim dos já existentes.

Além disso, a UE impõe uma nova série de sanções que inclui o bloqueio de ativos do Banco Central iraniano na Europa e a proibição parcial das transações com essa instituição.

Desde 2006, o Conselho de Segurança da ONU ditou quatro rodadas de sanções diplomáticas, comerciais e nucleares contra o Irã, com o objetivo de impulsionar um acordo dialogado com Teerã depois de decidir enriquecer urânio a 20% por sua conta.

A imprensa americana publicou nas últimas semanas uma suposta preocupação de altos funcionários americanos sobre um eventual ataque unilateral de Israel contra as instalações nucleares iranianas.

Entretanto, o ministro da Defesa israelense, Ehud Barak, afirmou recentemente que o Estado judeu está “muito longe” de tomar essa decisão.

Embaixada de Israel recebe caixa com pó suspeito de causar antraz

A Polícia Federal informou que a Embaixada de Israel em Brasília recebeu nesta quarta-feira (25) uma caixa lacrada contendo um pó branco suspeito de conter o micro-organismo que provoca antraz, doença infectocontagiosa que leva à morte. O micro-organismo é utilizado como arma biológica em atentados terroristas.

O material foi descoberto após passar pelo equipamento de raio X da entidade. De acordo com a PF, o recipiente tem dimensões semelhantes às de uma caixa de sapato e não tinha destinatário específico.

A caixa vai ser encaminhada para a Superintendência da PF no Rio de Janeiro nesta quinta-feira. Agentes da polícia científica vão periciá-lo para confirmar se a substância é mesmo o bacilo que causa a doença. Não há prazo para a divulgação do resultado.

 

Doença
O antraz, palavra que significa carvão em grego, é uma doença de origem animal causada pela bactéria Bacillus anthracis. O nome da doença faz referência à mancha negra formada na pele, em caso de contaminações cutâneas.

De acordo com o Ministério da Saúde, o bacilo da doença é conhecido há muito tempo pela comunidade científica.

Palestinos declaram esgotado prazo para reiniciar diálogo com Israel

O prazo de três meses fixado pelo Quarteto para o Oriente Médio (integrado por Estados Unidos, ONU, União Europeia e Rússia) a israelenses e palestinos para que acertassem a retomada do processo de paz terminou nesta quinta-feira com o anúncio palestino de que não prosseguirão com os contatos diretos.

‘Há muita pressão para que sigamos adiante, mas nós tínhamos um mandato muito claro do Comitê Executivo da OLP (Organização para a Libertação da Palestina) que nos permitia negociar só até hoje. Para nós, acabou’, disse à Agência Efe uma fonte da equipe negociadora em Ramala.

‘Não temos nenhum mandato para seguir discutindo com os israelenses, nossa posição é muito clara. Entregaremos um relatório à OLP no qual é dito o que todo mundo sabe: Israel não apresentou nenhuma proposta, não interrompeu a construção nos assentamentos e não ofereceu nada para negociar’, acrescenta a fonte.

A posição da parte palestina é de que ‘não faz sentido negociar com uma parte que não aceita nem sequer os mínimos termos de referência da comunidade internacional, nem os compromissos adquiridos no Mapa de Caminho’, que exigem que Israel detenha o crescimento das colônias e estabeleça as fronteiras anteriores a 1967 como base do futuro Estado palestino, entre outras condições.

Ambas as partes se comprometeram em 26 de outubro a apresentar no prazo de três meses suas propostas sobre dois dos principais assuntos que os opõem: fronteiras e segurança.

Neste meio tempo, os palestinos apresentaram um documento, entregue primeiro ao Quarteto e, em 3 de janeiro, aos israelenses.

Israel, no entanto, apresentou apenas uma carta que estabelece 21 pontos a serem negociados, mas que não oferece propostas concretas sobre os dois assuntos principais. O documento foi qualificado pelos palestinos como ‘inútil’.

Um oficial israelense próximo ao processo reconheceu, em declarações à Efe, que o país ‘não apresentou uma posição definitiva, mas entregou um documento que tem como propósito facilitar uma negociação ordenada com uma frequência raciocinada de fases’.

‘Se eles desprezam este documento e afirmam que a posição israelense não merece sequer ser discutida, que podemos fazer?’, questiona a fonte, que considera que os palestinos não levaram a sério os contatos diretos e ‘só buscaram pretextos para criar escândalos e abandonar a mesa de negociações’.

‘Se os palestinos não colaboram não é possível fazer nada. Essa oportunidade acabou e será preciso buscar outra’, acrescenta.

Espera-se que em 4 de fevereiro, o presidente palestino Mahmoud Abbas trate a situação das negociações com a Liga Árabe para decidir os passos a serem seguidos.

Palestinos e israelenses tentam diálogo nesta tarde em Amã

Representantes palestinos e israelenses realizarão nesta tarde sua sexta reunião em Amã, uma última tentativa do Quarteto para o Oriente Médio e da Jordânia para reativar o processo de paz estagnado desde setembro de 2009.

Os encontros acontecem de forma intensa na capital jordaniana a poucos dias de expirar o prazo fixado pelo Quarteto (Estados Unidos, Rússia, União Europeia e Organização das Nações Unidas), na próxima quinta-feira, para que as partes apresentem suas propostas sobre dois dos principais assuntos que devem resolver: segurança e fronteiras.

A Organização para a Libertação da Palestina (OLP) apresentou no dia 26 de outubro sua posição sobre estes dois assuntos, que também foi exposta à equipe negociadora israelense liderada por Izhak Moljo no primeiro encontro direto que tiveram em Amã no dia 3 de janeiro.

Fontes palestinas em Ramala disseram nesta terça-feira à Agência Efe que por enquanto os israelenses não apresentaram nenhum documento que fixe suas posturas, com exceção de ‘uma página que não contém nenhuma proposta e não merece sequer discussão’.

O presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas, que se encontra de viagem oficial em Moscou, declarou no domingo que a resposta israelense às propostas palestinas em fronteiras e segurança ‘não tem nenhum valor’.

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, afirmou previamente no Parlamento que tinha entregado um documento de 21 pontos com o qual ‘todos estariam de acordo’.

Israel insiste em reiniciar o processo de paz, mas os palestinos reiteram sua decisão de não voltar a sentar na mesa de negociação enquanto não haja um fim total do crescimento das colônias judias nos territórios ocupados da Cisjordânia e Jerusalém Oriental.

Na verdade, eles insistem em deixar claro que os encontros que estão realizando em Amã, o último deles na segunda-feira, não fazem parte de um processo negociador.

A chefe da diplomacia da União Europeia (UE), Catherine Ashton, inicia nesta terça-feira uma viagem de três dias a Israel e aos territórios palestinos ocupados no qual tentará convencer as partes que deem uma oportunidade ao diálogo de paz.

Documentos antigos revelam cultura judaica no atual Afeganistão

Uma série de antigos documentos judaicos encontrados recentemente no norte do Afeganistão tem causado alvoroço entre os acadêmicos, que dizem que o achado histórico pode desvendar um lado ainda não revelado dos judeus na Idade Média.

Os cerca de 150 documentos, datados do século 11, foram encontrados na província afegã de Samangan. O professor emérito israelense Shaul Shaked, que examinou alguns dos poemas, registros comerciais e acordos judiciais que formam o tesouro, disse que, embora se soubesse da existência de antigos judeus no Afeganistão, a sua cultura permanecia até agora um mistério.

“Aqui, pela primeira vez, vemos evidência e podemos estudar de fato os escritos dessa comunidade judaica. É muito empolgante”, disse Shaked à Reuters por telefone desde Israel, onde ensina no departamento de Estudos Iranianos e Religião Comparada na Universidade Hebraica de Jerusalém.

Os documentos estão sendo mantidos por comerciantes particulares de antiguidades em Londres, que têm apresentado uma série de documentos novos nos últimos dois anos. Shaked acredita que foi nessa época que a série de pergaminhos foi encontrada e levada para fora do Afeganistão em uma operação clandestina.

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