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Greenpeace pede em Israel que Dilma vete Código Florestal
Cerca de 20 ativistas do Greenpeace entregaram nesta quinta-feira na embaixada do Brasil em Tel Aviv uma carta para a presidente Dilma Rousseff com um pedido para que ela vete o Código Florestal, informou a organização ambientalista.
O Greenpeace considera que a nova lei, que regula o uso dos solos e promoveria a atividade agropecuária, abriria a porta para o desmatamento da floresta amazônica.
Para pressionar sua rejeição, os ativistas da seção israelense da organização internacional se reuniram esta manhã na frente da embaixada brasileira em Tel Aviv, onde efetuaram uma demonstração de capoeira no meio da rua e tocaram instrumentos musicais típicos do país, detalhou o Greenpeace Israel em comunicado.
Também exibiram uma bandeira brasileira e dois cartazes em hebraico e inglês com a mensagem “Dilma, presidente da destruição da Amazônia”.
Depois entregaram uma carta para Dilma Rousseff para um funcionário da legação diplomática brasileira (o embaixador não estava), que lhes assegurou que a faria chegar a seu destino, disse a porta-voz do Greenpeace Israel, Teodora Karchovsky.
“Está previsto que a presidente tome uma decisão sobre o assunto nos próximos dias e nós nos unimos a centenas de milhares de ativistas de todo o mundo que lhe pedem que cancele esta emenda e detenha assim a destruição das florestas”, ressaltou o responsável pela campanha, Yael Ifergan.
Ameaça põe em alerta Consulado de Israel em SP
O governo israelense, com base em informações sigilosas, alertou o Consulado-Geral de Israelem São Paulo para a possibilidade de um atentado do grupo extremista libanês Hesbollah na capital paulista. A representação diplomática entrou em estado de alerta.
A informação foi dada pelo cônsul israelense, Ilan Sztulman, que confirmou ter recebido instruções de seu governo para reforçar a segurança nos arredores do consulado e nas instituições judaicas paulistas. Ele mesmo declarou ter alterado a rotina e cancelado compromissos por motivos de segurança. “Estamos temerosos e com cautela. Tomamos medidas de precaução extrema no trabalho do consulado e de entidades da comunidade judaica”, disse o diplomata, que está no cargo desde 2010.
Sztulman afirmou que o governo brasileiro já foi informado sobre a possibilidade de um ataque terrorista e reforçou a segurança nas fronteiras, nos portos e nos aeroportos.
“Temos indícios de que o Hesbollah pretende retomar ataques na América Latina. O Brasil é um dos países que correm risco. Quando me dão o alerta, não dizem o que é exatamente. As fontes de informação são sigilosas. Recebi informações sobre um risco maior, com um pedido de providências para aumentar a segurança.”
O andar ocupado pelo consulado, em um edifício na zona sul paulistana, está sob intensa vigilância. Para entrar no local, blindado por uma porta de vidro na entrada principal, é necessário passar por detalhada revista, que inclui a utilização de detector de metais em cada objeto pessoal – incluindo agasalhos, cinto e canetas. Não é permitido o ingresso com mochilas ou sacolas, nem mesmo na sala de segurança. Aparelhos eletrônicos ficam retidos e só podem ser retirados no momento da saída.
Na semana passada, o jornal italiano Corriere della Sera destacou que fontes de alto escalão do governo israelense confirmaram a chegada de membros do Hesbollah, com apoio do Irã, à América do Sul. Segundo a reportagem, a Bolívia e a Colômbia seriam outros possíveis alvos.
Para reafirmar seu temor, Sztulman lembrou os atentados nos anos 90 lançados contra a Embaixada de Israel em Buenos Aires, que deixou 29 mortos, e a entidade judaica Amia, que matou 85 pessoas. Israel e EUA atribuem as ações ao Hesbollah e afirmam que o grupo recebeu apoio financeiro do Irã, que nega as acusações.
Apesar das suspeitas do Ministério Público argentino, as investigações não foram concluídas. “Antes dos atentados também era difícil acreditar que o Irã realizaria um ataque em um país soberano”, afirmou o cônsul.
Apesar de um acordo entre o Irã e a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) estar próximo, ele não tem dúvidas de que o Irã busca construir uma bomba nuclear. “A discussão não é se o Irã está fazendo a bomba, mas o quanto está avançado.”
Sztulman ressalta, porém, que o conflito árabe-israelense não se enquadra na questão. “O Irã não é árabe, é persa. Não temos fronteiras comuns, nunca houve conflito. Israel era aliado do Irã, com voos diários e intercâmbio entre os países”, afirmou.
“Nosso problema não é com o povo, mas com o governo iraniano, que busca a hegemonia na região e tenta desviar a atenção de problemas internos, tornando-se uma ameaça ao mundo.”
Irã demite diplomata suspeito de molestar meninas no Brasil
O governo do Irã informou na última segunda-feira (21) ter demitido o diplomata acusado de molestar quatro meninas, de idades entre 9 e 15 anos, na piscina de um clube em Brasília.
O caso ocorreu em abril. O diplomata Hekmatollah Ghorbani chegou a ser detido e levado a uma delegacia sob acusação de estupro, mas foi libertado ao invocar sua imunidade diplomática.Em seguida, Ghorbani retornou a Teerã.
O governo iraniano tentou minimizar o episódio, que classificou como um mal entendido gerado por diferenças culturais. Porém, o governo brasileiro pediu que o diplomata fosse punido com rigor. Os dois países mantêm boas relações diplomáticas.
Segundo testemunhas, ele teria tocado as partes íntimas das meninas. Em um comunicado, a chancelaria iraniana afirmou que uma investigação interna determinou que o comportamento do suspeito é contrário a normas administrativas e à moralidade islâmica.
História de língua falada entre judeus marroquinos da Amazônia é contada em livro
Um conhecimento e uma tradição passados de pai para filho e que pareciam perdidos no passado de imigrantes judeus marroquinos que escolheram a Amazônia para viver. As afirmações de que a hakitía, língua de ocultação falada entre judeus de países como Marrocos, Israel, Canadá e Venezuela era uma língua morta, serviram de estímulo para que o linguista e narratólogo paraense Álvaro Cunha decidisse ir a fundo na pesquisa para confrontar e mostrar que a língua ainda está bem viva.
O estudo mais aprofundado da hakitía começou em 2003 e o professor conta que realizou todo o apanhado histórico baseado em conhecimento oral, já que não existia nada escrito sobre a língua. Álvaro Cunha viajou de barco de Belém até Manaus e visitou várias cidades do interior dos dois Estados como Parintins, Humaitá, Maués e até de outros países como Letícia, na Colômbia, atrás de pessoas que pudessem ajudá-lo nesta missão.
Um desafio enfrentado pelo professor foi o de não existir um recenseamento das famílias judaicas na Amazônia. “Nem o Comitê Israelita do Amazonas ou o Centro Israelita do Pará possuem dados exatos de quantos judeus vivem nestes estados, isso é resultado do contexto histórico vivido na época em que estas famílias chegaram ao Brasil”, conta. “Por causa da perseguição e do preconceito que os judeus enfrentavam, muitos sentiam vergonha de falaram da sua origem, alguns afirmavam que eram turcos e guardavam suas particularidades religiosas em casa, entre a família”.Com o passar dos anos e o relacionamento dos judeus entre os habitantes locais era previsível a miscigenação. Muitos judeus marroquinos casaram-se com amazonenses e a bagagem cultural trazida de seus países de origem ficou preservada entre as famílias. Cunha conta que a hakitía é considerada uma língua de ocultação, ou seja, falada apenas por grupos de pessoas em ambientes específicos, principalmente no familiar. Ela é resultado da união de três idiomas: o castelhano do século XV, o árabe marroquino e o hebraico litúrgico ou bíblico. Segundo informações do próprio autor, ela deve ter 516 anos de existência.
Uma curiosidade revelada pelo estudioso é de que existem muitos caboclos judeus da Amazônia que nunca pisaram em uma sinagoga mas que falam a hakitía, resultado da tradição passada oralmente de pai para filho. Além da hakitía que é falada no Marrocos, Brasil, Venezuela e Canadá, existem o ídiche, muito comum no leste europeu e o ladino, falado em países como Israel, Turquia e Espanha.
Com este livro lançado em maio de 2012, Álvaro Cunha acredita que um novo olhar será lançado sobre a hakitía trazendo à tona um pouco também da história dos judeus marroquinos da Amazônia.
Pesquisador de Israel faz palestra na UFMG
O pesquisador Ernesto Joselevich, do Weizmann Institute of Science, de Israel, fará palestra sobre nanotecnologia nesta terça-feira, 22, às 10h, na Sala de Seminários do Departamento de Física. Com pesquisas concentradas no desenvolvimento de nanotubos e nanofios, o professor trabalha no Departamento de Materiais e Interfaces do Weinzman, que é um dos mais importantes institutos multidisciplinares do mundo.
A nanotecnologia é o estudo da manipulação da matéria em escala atômica e molecular e tem como princípio básico a construção de estruturas e novos materiais a partir dos átomos. Nanotubos e nanofios são algumas dessas estruturas, com propriedades mecânicas e eletrônicas que se tornam atraentes para os blocos de construção da nanoelectrônica e de sistemas nanoelectromecânicos (Nems).
Joselevich e seu grupo de pesquisa foram pioneiros no que se chamou de “crescimento orientado”, uma abordagem para a geração de nanotubos e nanofios ordenados, dirigidos por superfícies. O crescimento das nanoestrutuas pode ser dirigido eletricamente e com fluxo de gás, para atingir a auto-organização em arquiteturas diversas. O grupo desenvolveu o método em nanotubos de carbono e ainda ampliou a abordagem para nanofios inorgânicos, incluindo nanofios de GaN perfeitamente alinhados em orientações cristalográficas, com milímetros de comprimento.
Israel quer atrair 120 mil turistas brasileiros em 2014
O Ministério do Turismo de Israel quer atrair cada vez mais o interesse dos brasileiros em conhecer a história, as tradições e a cultura do país. A meta é levar até 2014, cerca de 120 mil brasileiros, o dobro do número registrado em 2011, de 60 mil brasileiros. A informação é do diretor-geral do Ministério do Turismo, Noaz Bar Nir.
“Entre 2008 e 2011, duplicamos o número de turistas do Brasil em viagens para Israel e nos preparamos para duplicá-lo novamente, pois vamos incrementar nossas ações aqui no país, com ampliação do staff, maior atenção às operadoras de turismo e às agências de viagens e maiores investimentos em publicidade”, explica Bar Nir.
O Ministério do Turismo de Israel no Brasil nomeou a carioca Suzan Klagesbrun como cônsul de Turismo para o Brasil. Suzan vive há 34 anos em Jerusalém. “Vamos incrementar nosso relacionamento com o trade e estamos fazendo uma concorrência para escolher uma agência de propaganda local. A publicidade tem de ter a cultura brasileira e falar a nossa língua para mostrar Israel”, adianta Suzan.
Recorde de visitantes
Em 2011, Israel quebrou o recorde no número de visitantes estrangeiros: cerca de 3,5 milhões; e dos 60 mil brasileiros incluídos nesse total, 60% viajaram em grupos e 40% foram em viagens individuais. “Grande parte é de peregrinos cristãos, das mais variadas denominações, que têm como objetivo maior visitar roteiros e lugares associados à vida de Jesus”.
De acordo com o Ministério do Turismo israelense, o turista brasileiro fica entre sete e 12 dias no país e gasta perto de US$ 1,3 mil por estadia – exceto o gasto com passagem aérea.
Museu do Holocausto participa da Semana Nacional de Museus
O Museu do Holocausto de Curitiba participa da 10ª Semana Nacional de Museus, que acontece anualmente para comemorar o Dia Internacional de Museus. Essa edição vai até o próximo domingo (dia 20) e reúne instituições museológicas de todo o país, que promovem eventos em torno do tema “Museus em um Mundo em Transformação – novos desafios, novas inspirações”.
“Neste domingo, faremos uma visita especial, abordando o tema da Semana e distribuindo material do evento. Ao final do encontro, receberemos os visitantes no auditório Anne Frank, dentro do Museu, para falar sobre a queda de barreiras para o acesso a informações sobre o Holocausto e o desafio em contar essas histórias”, comenta Carlos Reiss,coordenador do Museu do Holocausto de Curitiba.
O Museu do Holocausto de Curitiba foi aberto em fevereiro desse ano e recebe o público para visitas agendadas e gratuitas. Além disso, conta com um projeto educativo destinado a professores e estudantes de escolas públicas e privadas.
O Museu do Holocausto de Curitiba é o único do gênero no Brasil. Além do acervo histórico, o Museu oferece terminais com computadores para a consulta digital de documentos e arquivos de áudio e vídeo sobre a história de alguns itens do acervo.
Serviço
Museu do Holocausto de Curitiba
Rua Cel. Agostinho de Macedo, 248, Bom Retiro – Curitiba – PR
Telefones do Museu: (41) 3093-7462 e (41) 3093-7461
Site: www.museudoholocausto.org.br
Cerca de 30% dos crimes de intolerância registrados em delegacia são contra negros, judeus e nordestinos
Intolerância com relação à cor, raça, etnia e procedência nacional motivaram 28% dos crimes registrados em 2011 na Decradi (Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância). A informação foi divulgada nesta quarta-feira (21) pela delegada titular Margarete Barreto. Ela também afirmou que 66% desses crimes – que equivalem a manifestações de preconceito contra negros, judeus e nordestinos – são insultos verbais.
Outros dados divulgados nesta tarde apontam que 17% dos registros foram motivados por homofobia, 7% tiveram origem religiosa, 11% aconteceram em eventos de futebol e 1% foi cometido por gangues.
Secretaria da Justiça
Também nesta quarta-feira, a Secretaria da Justiça e da Defesa da Cidadania anunciou o início do segundo ano do programa São Paulo Contra o Racismo. De acordo com o órgão, a média de denúncias recebidas pela Coordenação de Políticas para a População Negra Indígena em 2012 já é maior do que a registrada no ano passado. Em 2011, foram feitas 90 denúncias, o que representa uma média de 7,5 por mês. Até esta quarta-feira, foram registradas 34 denúncias, ou seja, uma média de 11,3 por mês.
Do total de 124 denúncias, 42 viraram processos administrativos na comissão especial da secretaria, mas nenhum foi concluído ainda. Em caso de condenação, a pena pode ser desde uma advertência até uma multa de 1.000 Ufeps (Unidade fiscal do Estado de São Paulo), que equivale a mais de R$ 18 mil. Em caso de reincidência, a multa pode ter valor três vezes superior.
A penalização de pessoas jurídicas pode ser também a cassação do alvará de funcionamento, de acordo com a Secretaria.
Agressão por racismo
Dois jovens foram presos, na madrugada do último sábado (17), suspeitos de terem agredido um homem de 43 anos em frente a namorada em Embu das Artes, na Grande São Paulo. Imagens de câmeras de segurança da Prefeitura de Embu gravaram a ação dos jovens
O crime ocorreu na rua Padre Belchior de Pontes, enquanto a vítima estava com a namorada. A dupla começou a discutir com o homem e o agrediu com diversos golpes na cabeça, até que ele ficou inconsciente. A namorada conseguiu pedir ajuda à policiais militares que estavam na região. Os agentes conseguiram prender os dois rapazes, de 23 e 19 anos, quando eles tentavam fugir do local.
Israel não precisa de mais conflitos, diz Eldad
O embaixador de Israel no Brasil, Rafael Eldad, disse ontem, em entrevista ao Diário do Nordeste, que a possibilidade de interferência militar do governo israelense no Irã é remota. Mas segundo o jornal israelense Haaretz, na próxima segunda-feira, o premiê de Israel, Benjamin Netanyahu, pretende pedir ao presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, uma resposta bélica ao avanço do programa nuclear iraniano.
“Israel não precisa de mais conflitos. Temos problemas suficiente no Oriente Médio. O único problema que há é que o Irã é um regime fundamentalista, agressivo e terrorista e que fala diariamente em fazer desaparecer Israel e, ao mesmo tempo, está tratando de ter armas nucleares. Isso é um cenário de terror para Israel, para o Oriente Médio e para o mundo inteiro”, alertou o embaixador.
Na semana passada, a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) informou que o Irã está acelerando o ritmo de produção de urânio enriquecido na polêmica usina subterrânea de Fordo. De acordo com o mais recente relatório da agência nuclear das Nações Unidas, Teerã já dispõe de 110 quilos de urânio enriquecido a 20%, a metade da quantidade necessária para fabricar uma bomba nuclear.
“Israel espera que o Irã termine seu programa nuclear. Israel não quer interferir no Irã. A única coisa que buscamos é a segurança dos israelenses”, afirmou.
Em sua passagem por Fortaleza, o embaixador israelense também comentou os entraves para a retomada do diálogo de paz entre Israel e a Palestina. Para o diplomata, o problema do Oriente Médio não é apenas territorial, mas se deve à recusa dos palestinos e dos países árabes de reconhecer o direito do povo judeu de ter seu próprio Estado.
Eldad criticou o fato de a Autoridade Nacional Palestina (ANP) ter dado entrada, no ano passado, ao pedido de reconhecimento do Estado Palestino no Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas. Segundo ele, a postura palestina foi unilateral e enfraquece a retomada dos diálogos entre os dois povos, já que a ANP tomou uma decisão sem sentar à mesa de negociações com os israelenses.
Acordos de paz
“A única maneira para chegar ao acordo é sentar-se e negociar um acordo. Israel está aberto, está pedindo constantemente a negociação, mas os palestinos buscam o caminho unilateral. Eles querem o reconhecimento do Estado Palestino sem conversar, sem chegar a um acordo”, declarou o embaixador.
O diplomata disse acreditar que as sanções dos Estados Unidos e de Israel à Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) em resposta ao fato de o órgão ter aceitado a admissão palestina, não provocarão uma retaliação da ANP. Para ele, as medidas dos governos norte-americano e israelense são nada mais que “uma mostra de descontentamento dos países que não aceitam o caminho unilateral”.
Outro empecilho visto pelo embaixador de Israel no Brasil para a retomada do processo de paz árabe-israelense é a assinatura, no início de fevereiro, do acordo de Doha, segundo o qual as facções palestinas Hamas e Fatah formarão um governo de unidade, dirigido pelo presidente da ANP, Mahmud Abbas, e formado por tecnocratas independentes, que preparará a realização das eleições e supervisionará a reconstrução de Gaza.
Segundo o diplomata, Abbas deve escolher entre a reconciliação com o Hamas e o “caminho da paz” com os israelenses. “O Hamas continua em sua posição de não reconhecer o direito de Israel existir, não reconhece os acordos assinados e não está disposto a deixar o caminho do terrorismo. Se o Fatah quer se unir com Hamas nessas posições, não reconhecemos essa unidade”.
Colônias
Ao mesmo tempo que condena o unilateralismo palestino, o governo israelense tem continuado com o processo de colonização na Cisjordânia e em Jerusalém Oriental. Na semana passada, o governo anunciou que aprovará a construção de 500 casas adicionais para judeus na colônia de Shilo, situada entre as cidades palestinas de Ramallah e Nablus, na Cisjordânia. A comunidade internacional considera ilegais todas as colônias nos territórios palestinos.
“As construções não são obstáculos à pacificação. Israel por um momento vive como pode, mas no dia que assinarmos um acordo de paz todos os que são israelenses vão passar para a fronteira”, finalizou o embaixador israelense.
Sem acordo, confrontos se intensificam
A paralisação do processo de pacificação entre árabes israelenses tem preocupado a comunidade internacional nos últimos dias. O ministro das Relações Exteriores do Brasil, Antonio Patriota, cobrou empenho do grupo negociador Quarteto do Oriente Médio – formado por Nações Unidas, Estados Unidos, União Europeia e Rússia – na solução do conflito entre Israel e Palestina.
De acordo com as Nações Unidas, incidentes de violência entre palestinos e ocupantes continuam a acontecer na Cisjordânia, assim como demolições de propriedades de palestinos. No últimos mês, as duas forças de segurança tiveram conflitos em torno de locais sagrados e houve aumento dos foguetes lançados de Gaza para Israel.
Técnica de irrigação subterrânea israelense será implantada em lavoura gaúcha
Gastar 40% menos de água e 30% menos energia, além de ampliar a produtividade na irrigação de lavouras é a promessa de um sistema de irrigação desenvolvido em Israel.
A novidade começa a ser utilizada em solo gaúcho.
Em Palmeira das Missões, o agricultor Flávio Fialho Velho inaugura no plantio desta safra de feijão o uso do equipamento subterrâneo. Ao contrário do popular sistema de pivôs, que irriga a lavoura por cima, o modelo israelense é estruturado por baixo da terra.
Para colocar em prática o projeto, Flávio separou 80 hectares dos 1,2 mil da propriedade. Deixou o espaço ocioso por alguns meses, mas garantiu o cultivo da próxima safra com irrigação em todos os ciclos:
— De 1993 até 2005, a minha preocupação era aumentar a área. Recentemente, mudei o modo de pensar e passei a investir em tecnologia, para ampliar a produtividade. Como está provado que a cada 10 anos enfrentaremos estiagem em sete, a irrigação se torna mais necessária.
O método consiste em uma rede de mangueiras enterrada no solo. A cada 50 centímetros, gotejadores liberam a água já com doses de adubo. A durabilidade da rede é de 15 anos.
— É economia de recursos hídricos e de adubo. A irrigação é diretamente na raiz da planta, aumentando a absorção — explica Rodrigo Schmitt, um dos proprietários da Analys Agricultura de Precisão, importadora da tecnologia desenvolvida pela Netafim para uma região de Israel onde a chuva anual dificilmente passa dos 300 milímetros.
— Nos próximos cinco anos vamos ampliar este tipo de irrigação para outros 460 hectares. É mais caro, mas consigo instalar em todo o terreno, deixando também espaço livre para as máquinas — acrescenta Flávio.
Engenhosidade israelense
O Deserto de Negev, em Israel, foi o berço de dezenas de empresas como a Netafim, muitas das quais nascidas em kibutz — espécie de comuna agrícola. Para cultivar alimentos em uma das regiões mais áridas do mundo, os israelenses desenvolveram tecnologia própria, que virou produto de exportação.
Nas ruas das maiores cidades, como Tel Aviv, onde fica a sede da empresa, a vegetação é irrigada por sistema subterrâneo.



