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Arqueólogos encontram primeira prova da existência da Belém bíblica
Arqueólogos israelenses acharam em Jerusalém um selo de argila com a inscrição “Bat Lechem”, que supõe a primeira evidência arqueológica da existência de Belém durante o período em que aparece descrito na Bíblia, informou a Autoridade de Antiguidades de Israel.
Trata-se de uma espécie de esfera de argila que se usava para carimbar documentos e objetos, que foi encontrado nas polêmicas escavações do “Projeto Cidade de David”, situado no povoado palestino de Silwán, no território ocupado de Jerusalém Oriental.
Datada entre os séculos VII e VIII a.C, a peça é meio milênio posterior às Cartas de Amarna, uma correspondência diplomática em língua acádia sobre tabuletas de argila entre a Administração do Egito faraônico e os grandes reinos da época e seus vassalos na zona.
O descobrimento anunciado nesta quarta remete a uma época posterior, a do Primeiro Templo Judeu (1006 – 586 a.C.), citada no Antigo Testamento como parte do reino da Judéia.
“É a primeira vez que o nome de Belém aparece fora da Bíblia em uma inscrição do período do Primeiro Templo, o que prova que Belém era uma cidade no reino da Judéia e possivelmente também em períodos anteriores”, assinalou o responsável das escavações, Eli Shukron, em comunicado. “A peça é do grupo dos ‘fiscais’, ou seja, uma espécie de selo administrativo que era usado para carimbar cargas de impostos que se enviavam ao sistema fiscal do reino da Judéia no final dos séculos VII e VIII a.C”, acrescenta a especialista.
Cientistas transformam células da pele em tecido do coração
Cientistas israelenses conseguiram transformar pela primeira vez células da pele de pessoas com doenças do coração em células sadias do músculo cardíaco e transplantá-las com sucesso em ratos.
Segundo os pesquisadores, a conquista significa um avanço na busca por tratamentos que permitam curar o coração de um paciente com suas próprias células. Estudos recentes sobre células-tronco e engenharia de tecidos conseguiram reprogramar células de indivíduos jovens e saudáveis, mas até agora isto não tinha sido feito a partir de células de pacientes com doenças coronarianas e idosos.
“Demonstramos que é possível extrair células da pele de um idoso com um problema cardíaco avançado” e transformá-las em “células saudáveis e jovens, equivalente ao que eram quando nasceu o paciente”, afirmou Lior Gepstein, pesquisador do laboratório Sohnis.
Os pesquisadores das três instituições científicas que realizaram o estudo obtiveram células cutâneas de dois homens de 51 e 61 anos com problemas cardíacos, as reprogramaram como células cardíacas e conseguiram juntá-las a uma amostra de tecido cardíaco danificado num prazo de 48 horas.
Em seguida, os pesquisadores implantaram com sucesso este tecido no coração de vários ratos saudáveis. Gepstein considera que sua técnica poderá superar dois dos principais obstáculos deste tipo de pesquisas: o risco de que uma vez implantadas as células se transformem em tumores e a rejeição por parte do sistema imune do paciente.
O fato de as células reprogramadas procederem do próprio paciente evitaria que o sistema imune as considere “estranhas”, no entanto isso ainda não foi feito em seres humanos. Os cientistas do Sohnis, do Instituto de Tecnologia Technion-Israel e do Centro Médico Ramban advertiram que ainda é necessário superar vários obstáculos para que estes tratamentos tenham êxito em humanos. Antes de serem aplicados em humanos, os tratamentos “deverão passar por pelo menos entre cinco e 10 anos de testes clínicos”, finalizou Gepstein.
Tesouro de 3 mil anos é descoberto em Israel
Pesquisadores encontraram em Israel um tesouro de três mil anos. A descoberta foi feita em Tel Mediggo, no norte de Israel e acredita-se que pertença à Primeira Idade do Ferro (aproximadamente 1100 a.C.). Entre as peças encontradas dentro de um jarro estão centenas de anéis, brincos de ouro e contas. O tesouro foi apresentado na Universidade de Tel Aviv.
Santuários descobertos em Judá
Arqueólogo da Universidade Hebraica de Jerusalém descobriu santuários de culto que remontam ao tempo do Rei Davi.
Professor Yosef Garfinkel diz que sua descoberta em Khirbet Qeiyafa, uma antiga cidade fortificada localizada 30 quilômetros a sudoeste de Jerusalém e adjacente ao vale de Elá, comprovam a narrativa bíblica sobre como era a região antes da construção do Templo de Salomão.
“Esta é a primeira vez que arqueólogos descobriram uma cidade fortificada em Judá datada do período do rei Davi”, explicou Garfinkel em um comunicado de imprensa. “Nem mesmo na região de Jerusalém achamos uma cidade fortificada tão bem conservada deste período”.
“Pela primeira vez na história temos objetos reais do tempo de Davi, que podem estar relacionado com os monumentos descritos na Bíblia”, comemora o comunicado de imprensa, do Ministério das Relações Estrangeiras de Israel. Curiosamente, o anúncio foi feito poucos dias após um “selo” do mesmo período ter sido localizado em Jerusalém.
O grupo de arqueólogos liderado por Garfinkel descobriu várias peças em um local de escavação perto da cidade israelense de Bet Shemesh. Eles podem ser suficientes para mudar o modo como é vista a descrição bíblica dos reinados de Davi e Salomão.
A descoberta é composta de três caixas esculpidas em pedra, com cerca de 20 centímetros de altura, usadas para armazenar objetos do culto.
“Seu design meticuloso correspondem às descrições bíblicas do palácio e do Templo de Salomão”, disse Garfinkel, que passou cinco anos escavando Khirbet Qeiyafa, também conhecida como a “Fortaleza de Elá”, uma cidade cercada por muralhas e localizada estrategicamente entre Jerusalém e as cidades habitadas pelos filisteus.
A Torá narra com detalhes os reinados de Davi e Salomão, durante o século 10 aC, mas até hoje há pouquíssimas evidências que confirmem sua magnitude ou até mesmo a sua existência. Em Jerusalém há abundância de vestígios do período do Segundo Templo (século 6 aC), mas as referências ao primeiro Templo ainda são objeto de debate acadêmico e político.
Um deles é um muro de 70 metros, com uma alta torre de vigia que foi desenterrada perto das muralhas da cidade antiga de Jerusalém, dois anos atrás. Ela foi identificada como um possível trabalho do rei Salomão. Estruturas fortificadas do mesmo tamanho foram encontrados em Khirbet Qeiyafa, cuja construção data entre os séculos 10 e 11 aC.
Entre os achados de agora estão peças de cerâmica, ferramentas feitas de pedra e metal, obras de arte, e três salas que serviriam de santuários. Os itens encontrados, diz Garfinkel, revelam que as pessoas que viviam ali eram monoteístas e não tinham um ícone. Ou seja, não adoravam imagens de escultura de seres humanos ou animais.
“Ao longo dos anos, milhares de ossos de animais foram encontrados, incluindo ovelhas, cabras e gado, mas nunca de porcos. Agora descobrimos três salas de culto, com vários apetrechos, mas nenhuma imagem de culto humana ou animal foi encontrada”, disse Garfinkel.
“Isto comprovaria que a população local obedecia duas proibições – carne de porco e imagens esculpidas. E também que seu culto diferia dos cananeus ou dos filisteus”, disse Garfinkel.
Tecnologia israelense quer purificar água no espaço
Cientistas querem testar uma nova tecnologia de purificação de água no espaço. A iniciativa é do Instituto Fisher para Ar e Estudos Estratégicos Espaciais e a Strauss Water, subsidiária da maior rede de alimentos de Israel.
Até agora, as águas residuais de voos espaciais foram atiradas no espaço sideral. As equipes de pesquisa devem usar tecnologia biomédica à base de polímeros em condições de gravidade zero.
O novo sistema à base de polímero foi testado em órbita em um ônibus espacial da Nasa e removeu todas as bactérias e vírus da água utilizada com sucesso. A partir disso, foi possível criar esperanças para a mudança no sistema de descarte das águas residuais.
Segundo Dr. Eran Schenker, chefe do Centro de Pesquisa de Medicina Aeroespacial do Instituto Fisher de Israel, dessa forma, no futuro, os astronautas poderão usar a nova tecnologia de purificação de água israelense para reciclar a água usada, ao invés de descartá-la no espaço.
A novidade pode ser uma boa notícia para os astronautas de voos espaciais e para a vida na Terra. Isso porque que é preciso termos um sistema viável com urgência, capaz de facilitar a remoção eficaz de bactérias e vírus, em qualquer condição. A purificação da água é um processo crítico em regiões com escassez de água em todo o mundo.
Mais um passo no combate a esclerose múltipla
A detecção precoce da esclerose múltipla é a chave para a intervenção, e isso pode fazer toda a diferença para aqueles que sofrem com a doença neurodegenerativa. Agora, pesquisadores da Universidade de Tel Aviv descobriram que exames de laboratório específicos para a resistência muscular da perna são eficazes na identificação de déficits de mobilidade nos primeiros estágios de esclerose múltipla – esses déficits são difíceis de serem descobertos em testes neurológicos padrão.
Dr. Alon Kalron constatou que os pacientes nos estágios iniciais de esclerose múltipla tiveram a resistência muscular de 40% menos em comparação com seus pares saudáveis. Seu novo estudo, publicado no Jornal de Fisioterapia Neurológica, poderia ajudar os pesquisadores a entender a evolução da esclerose múltipla e melhorar a gestão dos pacientes que sofrem com a doença.
Comer bolo de chocolate no café da manhã ajuda a perder peso, dizem cientistas
Como receita para um regime, comer uma fatia de bolo de chocolate no café da manhã pode parecer uma fantasia. Mas um café da manhã completo, que inclua algum doce, pode contribuir para a perda bem sucedida de peso, segundo cientistas. Uma equipe da Universidade de Tel Aviv, em Israel, descobriu que comer pudim como parte de um café da manhã balanceado, de 600 calorias, que também inclua proteínas e carboidratos, pode ajudar a perder mais peso, e manter a nova forma por mais tempo.
A chave, segundo a professora Daniela Jakubowicz e sua equipe, é saciar-se de manhã, quando o metabolismo do corpo está mais ativo e estamos mais aptos a queimar as calorias no restante do dia. Ela diz que, tentar abster-se completamente de doces pode levar ao vício psicológico desses alimentos em longo prazo. Então, acrescentar doces ou sobremesas ao café da manhã pode controlar novos desejos no restante do dia.
Israelenses desenvolvem vacina contra o câncer
A empresa israelense Vaxil está desenvolvendo uma vacina contra o câncer. Diferente das vacinas comuns, que tentam prevenir as doenças, a ImMucin foi criada para ser aplicada em pacientes doentes. Ela estimula o sistema imunológico natural do corpo para identificar e matar as células cancerígenas. O produto está em teste no Centro Médico da Universidade Hadassah, em Jerusalém.
Israel desenvolve pílula contra enjôo de quimioterapia
O laboratório israelense RedHill Biopharma está desenvolvendo uma pílula para combater náuseas e vômitos provocados pelo tratamento de quimioterapia. O composto, por ora chamado RHB-102, deverá ser ministrado diariamente e foi comprado da americana SCOLR Pharma, que iniciou o desenvolvimento do medicamento.
Voluntários vão ajudar a testar o desempenho da nova droga, que ocorrerá em colaboração com o instituto de pesquisa canadense Algorithme Pharma. Os testes serão feitos para atender às exigências tanto da americana Food & Drug Administration e da canadense Canada Health.
As apostas são altas, pois o mercado para esta família de drogas, chamadas inibidores dos receptores da serotonina, é estimado em US$ 1 bilhão.
O que move os cientistas a fazerem descobertas?
As descobertas científicas, em menor ou maior grau, são possíveis graças a uma intrigante condição humana que os pesquisadores têm de sobra: a curiosidade. Muito já foi pesquisado sobre os objetos de estudo da ciência, mas pouco sobre o estímulo que move os experimentos. Esta é a chamada “psicologia da ciência”: um campo que se dedica a descobrir porque os cientistas querem sempre saber mais.
Um psicólogo americano, Greg Feist, desenvolveu um estudo comportamental. Esta análise não se aplica, conforme conta ele, apenas a cientistas. O conceito vale para todos aqueles que pensam no mundo cientificamente, ou seja, como um conjunto de condições que podem ser observadas e examinadas. Isso está embutido na personalidade humana, de acordo com Feist.
O americano explica que os seres humanos são compostos de duas condições básicas: seu próprio perfil psicológico e a influência do meio em que vivem. No quesito da personalidade, ele defende que realmente existem algumas mentes mais abertas que outras, mais dispostas a receber ideias novas. Isso não se relaciona necessariamente a nível cultural ou inteligência, é uma característica separada.
A respeito da influência, Feist explica que alguns grupos sociais podem estimular sua busca por respostas de maneira mais intensa que outros. Ele cita o exemplo da doutrina judaica: um dos princípios básicos do judaísmo afirma que não existe uma verdade absoluta, ninguém a detém. Dessa forma, todos devem buscar chegar o mais próximo dela através do debate, e não aceitar conceitos prontos. Isso explica, segundo ele, que 30% dos vencedores de Prêmio Nobel na história foram judeus.
Dessa maneira, é possível determinar psicologicamente quão interessada em descobertas uma pessoa é. Isso é importante principalmente na educação, conforme explica Feist, para identificar crianças com potencial investigativo, dentro das escolas. Muitos futuros cientistas brilhantes foram perdidos, segundo o psicólogo, devido à falta de estímulo na primeira infância.





