Tesouro de 3 mil anos é descoberto em Israel
Pesquisadores encontraram em Israel um tesouro de três mil anos. A descoberta foi feita em Tel Mediggo, no norte de Israel e acredita-se que pertença à Primeira Idade do Ferro (aproximadamente 1100 a.C.). Entre as peças encontradas dentro de um jarro estão centenas de anéis, brincos de ouro e contas. O tesouro foi apresentado na Universidade de Tel Aviv.
Israel: presença crescente de imigrantes africanos gera polêmica
A presença de um grande contingente de imigrantes africanos tem gerado polêmica na maior cidade de Israel, Tel Aviv. Em busca de melhores condições de vida, mais de 60 mil cidadãos da Eritreia, Sudão e outros países do norte da África, já cruzaram irregularmente a fronteira entre Israel e Egito, caminhando através do deserto do Sinai.
O maior contingente se concentra em Tel Aviv, onde estima-se que já são 10% da população local de 400 mil habitantes. Para o governo israelense, tratam-se de imigrantes “ilegais em busca de trabalho”. Mas para a ONU e algumas ONGs de direitos humanos, muitos poderiam se caracterizar como “refugiados políticos”.
Desamparo
Imigrantes africanos já são maioria nos bairros mais pobres de Tel Aviv, como Neve Shaanan e Shapira. Segundo organizações em defesa de direitos humanos, os imigrantes não têm recebido ajuda suficiente do governo. Sem moradia, muitos deles acabam dormindo ao relento em parques da cidade. ONGs, juntamente com a prefeitura da cidade tentam prestar alguma assistência aos imigrantes.
Gabriel Tekle, de 31 anos, é natural da Eritreia, onde estudava pedagogia na Universidade de Asmara, até a instituição ser fechada pelo regime militar do país. Ele foi então preso e obrigado a servir o Exército, onde prestou trabalhos forçados. Em 2006 conseguiu fugir para o Egito e, de lá, atravessou a fronteira para Israel, onde chegou em 2007.
“Nenhum representante do Estado de Israel falou comigo desde que cheguei”, disse Tekle. “Se ouvissem a minha história entenderiam que sou um refugiado político e que fugi do meu país porque estava correndo risco de vida”.
Não é essa a percepção, no entanto, entre muitos moradores de Tel Aviv. Para Benny Ben Shlomo, dono de uma casa de câmbio em Neve Shaanan, os imigrantes em situação irregular deveriam ser “imediatamente expulsos”. “Eles prejudicam os negócios no bairro, as pessoas têm medo de circular aqui por causa deles”, acrescentou o comerciante.
Problema nacional
O governo local de Tel Aviv também reclama da falta de uma reposta nacional consistente ao problema. O vice-prefeito de Tel Aviv, Assaf Zamir, acusa de “negligência” o governo central.
“Não é justo que o problema dos refugiados caia sobre as costas da prefeitura e dos bairros mais pobres de Tel Aviv”, afirmou Zamir. “Trata-se de um problema que deve ser tratado em nível nacional e não apenas municipal”.
Nas últimas semanas houve dois casos de estupro de mulheres israelenses, nos quais os suspeitos são imigrantes da Eritréia, acirrando a discussão na sociedade israelense sobre a presença dos refugiados no país. Segundo o departamento de pesquisa do Parlamento israelense, no entanto, o índice médio de criminalidade entre o total de imigrantes em situação irregular é de 2,04%, enquanto o índice na população geral é de 4,99%.
O comandante da policia, Yohanan Danino, disse que, para conter o aumento da criminalidade entre os imigrantes africanos, o Estado deve permitir que eles trabalhem para se sustentar. “Se não puderem trabalhar, o índice de roubos cometidos por eles vai certamente crescer”, afirmou Danino.
“Queremos trabalhar”, disse Gabriel Tekle, “somos pessoas dignas e não queremos favores de ninguém, só queremos sobreviver até que seja possivel retornar ao nosso país”.
A presença dos imigrantes também conta com a aprovação de muitos cidadãos israelenses. Shimshon Djibo, dono de uma loja de roupas em Neve Shaanan, diz acreditar que os imigrantes “são pessoas boas, que não fazem mal a ninguém”.
“Entre 60 mil há dois suspeitos de estupro, isso é razão para culpar todos eles?”, perguntou Djibo.
Barreira
Israel é signatário da Convenção das Nações Unidas sobre o Estatuto dos Refugiados e, segundo as leis internacionais, está impedido de repatriar os imigrantes vindos da Eritreia e do Sudão, pois estes correriam risco de vida ao regressar a seus países.
O primeiro-ministro Bibi Netanyahu anunciou um plano para enfrentar o problema, que inclui a construção de uma cerca na fronteira com o Egito, que impedirá a entrada irregular de imigrantes no território israelense. Segundo o premiê, a cerca ficará pronta até outubro deste ano.
O plano também inclui a construção de um campo de detenção para imigrantes em situação irregular, no sul de Israel, que poderá abrigar cerca de 12 mil pessoas.
O secretário do gabinete, Tzvi Hauzer, também disse que o governo está estudando a possibilidade de negociar a transferência desses imigrantes para outros países.
Israel construirá museu sobre vida Albert Einstein
Israel construirá um museu sobre a vida e o legado de Albert Einstein. Antes de morrer, o físico judeu doou todos os seus documentos à Universidade Hebraica de Jerusalém. 80 mil peças do acervo da Universidade devem estar no novo museu.
O governo israelense aprovou um investimento de um milhão de shekels – mais de 200 mil euros – e aposta no museu como um novo ponto turístico e cultural do país.
Irã demite diplomata suspeito de molestar meninas no Brasil
O governo do Irã informou na última segunda-feira (21) ter demitido o diplomata acusado de molestar quatro meninas, de idades entre 9 e 15 anos, na piscina de um clube em Brasília.
O caso ocorreu em abril. O diplomata Hekmatollah Ghorbani chegou a ser detido e levado a uma delegacia sob acusação de estupro, mas foi libertado ao invocar sua imunidade diplomática.Em seguida, Ghorbani retornou a Teerã.
O governo iraniano tentou minimizar o episódio, que classificou como um mal entendido gerado por diferenças culturais. Porém, o governo brasileiro pediu que o diplomata fosse punido com rigor. Os dois países mantêm boas relações diplomáticas.
Segundo testemunhas, ele teria tocado as partes íntimas das meninas. Em um comunicado, a chancelaria iraniana afirmou que uma investigação interna determinou que o comportamento do suspeito é contrário a normas administrativas e à moralidade islâmica.
AIEA e Irã chegam a princípio de acordo sobre maior controle nuclear
A Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) assinará “em breve” um acordo com o Irã sobre como resolver de forma estruturada as dúvidas pendentes na investigação do programa nuclear da República Islâmica.
A informação foi divulgada nesta terça-feira em Viena pelo diretor-geral da agência nuclear da ONU, o japonês Yukiya Amano, em seu retorno de uma visita de um dia a Teerã, onde se reuniu com o negociador de temas nucleares iraniano, Saeed Jalili.
“Foi tomada a decisão com Jalali de assinar um acordo. Seguem existindo algumas diferenças, mas elas não serão um obstáculo”, afirmou o diplomata japonês em declarações à imprensa no aeroporto de Viena.
Amano detalhou que ainda não pode dizer exatamente quando se assinará este acordo, mas disse que em poucos dias se esclarecerá a data da rubrica, que permitirá, pela primeira vez desde 2007, ampliar as inspeções da ONU no Irã.
A AIEA exige maior acesso a pessoas, documentos e instalações para esclarecer as supostas dimensões militares do programa nuclear iraniano, algo que o Irã bloqueou nos últimos anos.
O anúncio de hoje acontece a um dia da crucial reunião de amanhã em Bagdá entre o Irã e o chamado grupo “5+1″, composto pelos cinco membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU (Estados Unidos, França, Reino Unido, Rússia e China) mais a Alemanha.
Para esse encontro se esperam os primeiros avanços concretos para iniciar uma solução dialogada do conflito nuclear. Por outra parte, Amano indicou hoje que não pode concretizar ainda os detalhes do acordo, mas mencionou que incluirá o espinhoso assunto de Parchín, uma instalação militar perto de Teerã, que os inspetores da AIEA insistem em querer visitar.
Ali, os serviços de inteligência ocidentais suspeitam que os iranianos realizaram experimentos e testes para a construção de bombas atômicas.
Teerã rejeita estas alegações e assegura que não tem nada que ocultar, mas ao mesmo tempo se nega há meses a conceder aos inspetores da AIEA acesso a este local, alegando que é militar e não de personalidade nuclear.
O avanço nos contatos entre o Irã e o organismo chega após meses de estagnação nos esforços da AIEA para esclarecer certos aspectos do programa atômico do Irã que parecem ter finalidade militar, como acusam EUA, Israel e os países da União Europeia.
“Falei diretamente com os responsáveis políticos do Irã. Entendemos melhor nossas posições”, explicou hoje o diretor-geral da agência nuclear das Nações Unidas sobre os motivos do avanço conquistado.
Os analistas da AIEA averiguam há quase uma década as atividades nucleares do Irã, que durante 18 anos manteve em segredo seus avanços atômicos, o que causou grande desconfiança na comunidade internacional.
O primeiro a reagir e expressar suas dúvidas sobre este suposto acordo foi o encarregado de negócios da missão permanente dos EUA na AIEA, Robert Wood, que instou o Irã a tomar “passos concretos” para cooperar na investigação.
“Enquanto apreciamos os esforços do diretor-geral Amano para alcançar um acordo substancial, seguimos preocupados pela obrigação urgente de o Irã dar passos concretos e cooperar plenamente com os esforços de verificação da AIEA”, assinalou o diplomata americano em comunicado.
“Instamos o Irã a aproveitar esta oportunidade para resolver todas as preocupações pendentes sobre a natureza de seu programa nuclear. Uma cooperação plena e transparente com a AIEA é um primeiro passo lógico”, conclui Wood em sua nota.
Desde o ano 2006, o Conselho de Segurança da ONU ditou quatro rodadas de sanções comerciais, nucleares e diplomáticas contra o Irã perante a recusa desse país em cumprir as exigências da comunidade internacional, como a de suspender suas atividades atômicas mais delicadas.
Estas incluem principalmente o enriquecimento de urânio, um material de possível uso duplo, civil e militar, que o Irã diz necessitar para produzir combustível nuclear, mas que, com uma pureza maior, serve como base para bombas atômicas.
Forças de segurança palestinas prendem 10 membros da Jihad Islâmica
As forças de segurança palestinas prenderam na última segunda-feira dez membros do movimento radical Jihad Islâmica no campo de refugiados de Yenin, na Cisjordânia, indicou uma autoridade local do movimento.
Ghassan Sa’adi, chefe da Jihad Islâmica no campo de Yenin, disse que não sabia a razão da prisão. Duas autoridades da segurança palestina confirmaram estas prisões, sem dar mais detalhes.
A Jihad Islâmica pede a luta armada contra Israel e tem mais liberdade de movimentos na Faixa de Gaza, dirigida pelo Hamas, do que na Cisjordânia, um território dirigido pela Autoridade Palestina com o apoio de países ocidentais.
Fundado em 1980, este grupo foi a primeira organização palestina islamita a lançar a luta armada contra Israel.
História de língua falada entre judeus marroquinos da Amazônia é contada em livro
Um conhecimento e uma tradição passados de pai para filho e que pareciam perdidos no passado de imigrantes judeus marroquinos que escolheram a Amazônia para viver. As afirmações de que a hakitía, língua de ocultação falada entre judeus de países como Marrocos, Israel, Canadá e Venezuela era uma língua morta, serviram de estímulo para que o linguista e narratólogo paraense Álvaro Cunha decidisse ir a fundo na pesquisa para confrontar e mostrar que a língua ainda está bem viva.
O estudo mais aprofundado da hakitía começou em 2003 e o professor conta que realizou todo o apanhado histórico baseado em conhecimento oral, já que não existia nada escrito sobre a língua. Álvaro Cunha viajou de barco de Belém até Manaus e visitou várias cidades do interior dos dois Estados como Parintins, Humaitá, Maués e até de outros países como Letícia, na Colômbia, atrás de pessoas que pudessem ajudá-lo nesta missão.
Um desafio enfrentado pelo professor foi o de não existir um recenseamento das famílias judaicas na Amazônia. “Nem o Comitê Israelita do Amazonas ou o Centro Israelita do Pará possuem dados exatos de quantos judeus vivem nestes estados, isso é resultado do contexto histórico vivido na época em que estas famílias chegaram ao Brasil”, conta. “Por causa da perseguição e do preconceito que os judeus enfrentavam, muitos sentiam vergonha de falaram da sua origem, alguns afirmavam que eram turcos e guardavam suas particularidades religiosas em casa, entre a família”.Com o passar dos anos e o relacionamento dos judeus entre os habitantes locais era previsível a miscigenação. Muitos judeus marroquinos casaram-se com amazonenses e a bagagem cultural trazida de seus países de origem ficou preservada entre as famílias. Cunha conta que a hakitía é considerada uma língua de ocultação, ou seja, falada apenas por grupos de pessoas em ambientes específicos, principalmente no familiar. Ela é resultado da união de três idiomas: o castelhano do século XV, o árabe marroquino e o hebraico litúrgico ou bíblico. Segundo informações do próprio autor, ela deve ter 516 anos de existência.
Uma curiosidade revelada pelo estudioso é de que existem muitos caboclos judeus da Amazônia que nunca pisaram em uma sinagoga mas que falam a hakitía, resultado da tradição passada oralmente de pai para filho. Além da hakitía que é falada no Marrocos, Brasil, Venezuela e Canadá, existem o ídiche, muito comum no leste europeu e o ladino, falado em países como Israel, Turquia e Espanha.
Com este livro lançado em maio de 2012, Álvaro Cunha acredita que um novo olhar será lançado sobre a hakitía trazendo à tona um pouco também da história dos judeus marroquinos da Amazônia.
Pesquisador de Israel faz palestra na UFMG
O pesquisador Ernesto Joselevich, do Weizmann Institute of Science, de Israel, fará palestra sobre nanotecnologia nesta terça-feira, 22, às 10h, na Sala de Seminários do Departamento de Física. Com pesquisas concentradas no desenvolvimento de nanotubos e nanofios, o professor trabalha no Departamento de Materiais e Interfaces do Weinzman, que é um dos mais importantes institutos multidisciplinares do mundo.
A nanotecnologia é o estudo da manipulação da matéria em escala atômica e molecular e tem como princípio básico a construção de estruturas e novos materiais a partir dos átomos. Nanotubos e nanofios são algumas dessas estruturas, com propriedades mecânicas e eletrônicas que se tornam atraentes para os blocos de construção da nanoelectrônica e de sistemas nanoelectromecânicos (Nems).
Joselevich e seu grupo de pesquisa foram pioneiros no que se chamou de “crescimento orientado”, uma abordagem para a geração de nanotubos e nanofios ordenados, dirigidos por superfícies. O crescimento das nanoestrutuas pode ser dirigido eletricamente e com fluxo de gás, para atingir a auto-organização em arquiteturas diversas. O grupo desenvolveu o método em nanotubos de carbono e ainda ampliou a abordagem para nanofios inorgânicos, incluindo nanofios de GaN perfeitamente alinhados em orientações cristalográficas, com milímetros de comprimento.
Israel desmente que queira mobilizar tropas no Chipre
Israel desmentiu nesta segunda-feira informações da imprensa turca que indicavam que o país estudava mobilizar tropas na República do Chipre para proteger seus interesses energéticos na região, em um momento de tensões diplomáticas com a Turquia.
“Estas alegações são infundadas e não têm nada a ver com a realidade”, indicou em um comunicado o Ministério israelense das Relações Exteriores apresentado pela embaixada de Israel em Ancara, acrescentando que “Israel nunca mobilizou tropas em solo exterior”.
A agência de notícias oficial turca Anatolia informou durante o fim de semana, citando uma autoridade grego-cipriota, que Israel previa mobilizar 20 mil soldados no setor grego do Chipre para garantir a segurança de 30 mil funcionários e técnicos israelenses que foram trabalhar na região.
Os funcionários devem ser empregados nas explorações petrolíferas e de gás no litoral da ilha iniciadas no ano passado por Israel e pela República do Chipre, única entidade reconhecida internacionalmente na ilha, segundo a agência.
A Turquia manifestou em várias ocasiões sua oposição a estas explorações, que classifica de “ilegais”, por considerar que a parte grego-cipriota não tem esse direito enquanto a ilha permanecer dividida, porque significa excluir os turco-cipriotas dos lucros dos recursos descobertos.
O Chipre está dividido desde 1974, depois que a Turquia invadiu o norte da ilha após um golpe de Estado apoiado por nacionalistas greco-cipriotas para unir o país à Grécia. A República Turca do Chipre do Norte, autoproclamada e instaurada no norte, é reconhecida apenas pela Turquia.
General reafirma o compromisso iraniano com a total aniquilação de Israel
Segundo informações veiculadas pela agência de notícias Aurora, o chefe do exército do Irã, Hassan Firuzabadi, disse que a nação iraniana “segue comprometida com a total aniquilação do regime sionista (Israel)”.
O general iraniano afirmou que “as ameaças e pressões não convencerão o Irã de deixar suas causas e ideais revolucionários”. Na visão de Firuzabadi, o mundo “deve compreender a ameaça e o perigo que está por trás do regime sionista”.
Fazendo uso do apelo já realizado por Ali Khamenei, líder supremo do Irã, Hassan Firuzabadi insistiu na necessidade de apoiar a “nação palestina oprimida e a sua causa”, que considerou ser um “direito religioso”, e declarou que “a nação iraniana se mantém na causa palestina, o que pressupõe a completa aniquilação de Israel”.
Ali Khamenei, líder máximo do Irã, acima até mesmo do presidente Mahmoud Ahmadinejad, tem declarado há muito tempo que Israel “é um tumor cancerígeno que deve ser cortado” e que o regime iraniano “dará respaldos e ajudará a todos que se colocarem contra o regime sionista”.








